terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Entendendo o poder do grito

 Se tem alguém que pode dizer que gosta de desenhos japoneses, esse alguém sou eu. Não sou um fã hardcore que conhece todos os dubladores, conhece todas as falas e se veste de Sailor Moon pra ir comprar pão, mas eu conheço bastante coisa. Agora se tem uma coisa que eu nunca entendi, em especial em animes como Dragon Ball é: por que quem grita mais sempre vence?
 Eu entendo o princípio por trás de pessoas que gritam são poderosas, afinal minha mãe gritava comigo e até hoje eu não tenho muita coragem de encará-la. Além disso, guardas de trânsito somente tem autoridade para controlar o tráfego, pois carregam barulhentos apitos (ou porque pode nos dar multas, sei lá). Até na natureza, o rei dos animais é o Leão, pelo simples motivo de que o grito dele é mais potente que os espermas do Mr. Catra.
 A questão que as produtoras desses desenhos não estão levando em consideração é o efeito que isso é causado em seu público-alvo. As crianças já são um público barulhento por natureza. Se uma criança mora ao lado de um baile funk, o pessoal do baile que se sente incomodado com o barulho de noite. Imagine agora uma criança que assiste ao episódio em que Goku se transforma em Super Sayajin 3. Vou até deixar uma versão remixada aqui pra mostrar o perigo que isso causa pras crianças (e olha que eu nem comecei a falar de Baby Shark).


  Sendo assim, levando em consideração os possíveis efeitos que esse tipo de desenho pode ter em crianças ao redor do globo, minha solução para esse problema é bem simples: parem de ter tantas crianças, Dragon Ball vale mais a pena. Afinal, se você tiver que gritar com alguém, é bem mais divertido que seja junto ao Goku pela TV.

Resultado de imagem para mais goku menos crianças

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