Se tem alguém que pode dizer que gosta de desenhos japoneses, esse alguém sou eu. Não sou um fã hardcore que conhece todos os dubladores, conhece todas as falas e se veste de Sailor Moon pra ir comprar pão, mas eu conheço bastante coisa. Agora se tem uma coisa que eu nunca entendi, em especial em animes como Dragon Ball é: por que quem grita mais sempre vence?
Eu entendo o princípio por trás de pessoas que gritam são poderosas, afinal minha mãe gritava comigo e até hoje eu não tenho muita coragem de encará-la. Além disso, guardas de trânsito somente tem autoridade para controlar o tráfego, pois carregam barulhentos apitos (ou porque pode nos dar multas, sei lá). Até na natureza, o rei dos animais é o Leão, pelo simples motivo de que o grito dele é mais potente que os espermas do Mr. Catra.
A questão que as produtoras desses desenhos não estão levando em consideração é o efeito que isso é causado em seu público-alvo. As crianças já são um público barulhento por natureza. Se uma criança mora ao lado de um baile funk, o pessoal do baile que se sente incomodado com o barulho de noite. Imagine agora uma criança que assiste ao episódio em que Goku se transforma em Super Sayajin 3. Vou até deixar uma versão remixada aqui pra mostrar o perigo que isso causa pras crianças (e olha que eu nem comecei a falar de Baby Shark).
Sendo assim, levando em consideração os possíveis efeitos que esse tipo de desenho pode ter em crianças ao redor do globo, minha solução para esse problema é bem simples: parem de ter tantas crianças, Dragon Ball vale mais a pena. Afinal, se você tiver que gritar com alguém, é bem mais divertido que seja junto ao Goku pela TV.

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