Que na música brasileira temos incontáveis gênios isso é inegável. Que Sandy & Jr estariam nessa lista já é uma surpresa, devo admitir. Mesmo assim, devemos dar créditos a esses filósofos dos tempos contemporâneos, pois inegavelmente eles passaram por incontáveis horas de ócio criativo para finalizar o raciocínio derradeiro de que o que é imortal não morre no final.

Quão cegos nós fomos para não notar isso até agora? Pois aproveitemos essa ocasião para nos atentar a um fato inédito: ser imortal pode não ser tão legal assim.
Eu sei que pode parecer estranho, pois nossa reação imediata a imortalidade é pensar que seria uma vida eterna de felicidade e sem preocupações. Mas ao parar um pouco para pensar podemos pensar em inúmeros motivos para os quais a imortalidade não é vantajosa.
Imagine não poder mais viver cada dia como se fosse o seu último: adivinhe só, ele nunca será. Seria o fim dos discursos de coaches (que vamos convir, seria uma grande vantagem).
Imagine ter de, aos poucos, se desapegar da ideia de religiões como as vemos hoje: se você não morrer, não há sentido para a dúvida eterna da existência do céu ou do inferno. Você continuaria, no entanto, a ser visitado por Testemunhas de Jeová (grande desvantagem, se qualquer um me perguntar), que insistiriam que você não deve doar o seu sangue imortal.
Por fim (sim, são só três motivos. Disse que são inúmeros, mas eu sou mortal, os imortais que pensem nessa bobagem) normalmente na literatura a imortalidade tem um preço a ser pago. Vampiros, por exemplo precisam beber sangue para poder se manter imortais. Certa vez perguntei a um amigo "Você seria imortal se para isso tivesse de beber sangue?". Ele me respondeu "Eu sou mortal e bebo Nova Schin. Eu só via vantagem nisso aí".
Nenhum comentário:
Postar um comentário