A partir de determinada idade a população mundial alcança uma interessante bifurcação. Uma parte da população busca intensamente acreditar que ainda está jovem enquanto a outra busca de forma fervorosa a velhice. Se algum dia você já pronunciou uma frase que começava por "no meu tempo...", meus parabéns, as suas costas já podem começar a doer e seus dentes a ranger, pois você está velho.
Com minhas costas doloridas e meus cabelos grisalhos eu posso dizer algo que está em meu peito há muito tempo: Que porra é essa de brega funk, mermão? A primeira vez que eu vi eu acreditei que fosse uma moda de um grupo de amigos que estavam com um tesão da porra em praça pública e decidiram enrabar o ar. Depois de alguns meses descobri que era um passo e que poderia inclusive ser aprendido. Segue vídeo provando isso (e você achando que não ia ter informação nesse texto).
Não sei o porquê me surpreendi com essa moda, levando em consideração que em meu tempo (ai minha coluna) a moda era dançar o Créu. A vantagem do Créu em relação ao brega funk, é que além de dançar você aprendia um pouco de física, afinal você tinha de aprender no mínimo cinco velocidades. A putaria em forma de dança para crianças é algo institucional no Brasil e já deveria ser patrimônio imaterial de nossa nação.
Como hoje é Black Friday, gostaria de fazer um juízo de valor e culpar a empresa JBL pela atual situação de nossa dança libidinosa. A empresa de caixas de som fez com que fosse tão barato obter a sua própria infernizadora portátil que é possível que jovens adquiram, com a economia de seus lanches não comprados, a habilidade de poder sarrar em qualquer ambiente com o álibi de ter um batidão tocando. Então da mesma forma que você deveria parar de consumir produtos plásticos para preservar a vida das tartarugas, você deveria parar de consumir produtos JBL para preservar o meu mau gosto musical.
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