Já parou pra reparar que a maioria dos palavrões, senão todos, são relacionados a algo sexual? Teu cu, Vai se Foder e o meu favorito: meu pau de óculos.

O motivo dessa aparente curiosidade é muito simples: nossa sociedade é reprimida sexualmente. Pessoas que fazem muito sexo são vistas como promíscuas, deterioradas e possíveis candidatas a deputadas estaduais. É psicologicamente comprovado que quando não se pode falar ou pensar em algo, é aí que mais se tem vontade de falar e pensar naquilo. Numa sociedade moralmente discutível como o Brasil, em que dizer "rola" em público é desaprovado com olhares fugazes (como se eu não estivesse tirando essa palavra de suas bocas), a primeira coisa que notamos em estátuas gregas é o tamanho da manjola dos coitados.
A sociedade quer transar. Como diria o filósofo Piton: tudo na vida depende do quanto você quer comer alguém. O brega funk tá aí e não me deixa mentir (e acreditem, eu nunca achei que iria utilizar brega funk como argumento). Um estilo de música predominantemente promíscuo de tempos em tempos ganha extrema popularidade em nosso país e, apesar dos "não me toques" da elite conservadora, é nos bairros nobres que as rabas estão sendo reboladas sem julgamento nenhum. Você realmente acha que a menina que paga de santinha no Instagram nunca deu o cu? (Se agora que eu falei de dar o cu o texto ficou desconfortável pra você, acho que tá na hora de cuidar do seu).
Sendo assim, eu acredito que nossa sociedade deveria evoluir para um nível em que os palavrões mudem para algo que seja realmente inoportuno para nossa sociedade. Deixo aqui algumas sugestões: cross-fiteiro, criador da galinha pintadinha e Uber 1 Estrela.
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