Censura, do latim censura (o que não ajuda porra nenhuma, devo admitir, mas ao menos está em itálico), é o ato de repreender ou proibir a veiculação de informações por motivos, políticos, religiosos ou ideológicos. Quando se fala de censura, eu penso na Ditadura Militar numa receita de bolo maravilhosa. O que ocorreu com o Porta dos Fundos é o que pode se chamar de "censura no cu dos outros é refresco".
Proibir a veiculação de um média-metragem (sim, existe algo entre curta-metragem e longa-metragem) em um serviço particular de streaming não me lembra nem um pouco a idade média, pois não consigo imaginar João VI comendo pipoca assistindo Empire, porém me lembra muito bem a época em que músicos não podiam tocar suas músicas antes dessas passarem por censores, em que comediantes poderiam ser perseguidos e presos, em que tava tudo tão louco que colocaram álcool até na gasolina.

Resumindo a situação: O Porta dos Fundos fez um Especial de Natal com uma sátira bíblica envolvendo um suposto Jesus Gay (Alguém mais percebeu que o Porta dos Fundos basicamente fez uma versão de Jesus que gostava da porta dos fundos?) e os cristãos, como é de costume, ficaram contra os gays e pediram pra derrubar o especial. O que os cristãos não entendem é: O especial é ruim e é somente graças a eles que está fazendo sucesso. Agora o mal já está feito, a maçã já foi mordida, a cobra já fumou, o jardim precisa ser podado e essa frase deixou de fazer sentido há muito tempo.
Não quero pregar uma mensagem de intolerância, pois é exatamente o oposto que Jê pregou. Não acho que Jesus riria do especial, pois não acho que ele tivesse tempo para ver Netflix ou sequer que tenha uma única menção a Jesus rindo na bíblia, mas gostaria de encerrar com uma frase da nova bíblia, segundo os novos cristãos: E Jesus disse "nunca faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você... a não ser que eles me chamem de gay, aí é pra censurar".
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